Assinado Acordo Setorial para a Logística Reversa de Lâmpadas

Estamos caminhando, em passos lentos, porem a notícia é boa. Mais um acordo setorial assinado.

Ulrich Hermann Schneesche

 

Lâmpada

” Foi assinado no dia 27 de novembro de 2014 em Brasília, o Acordo Setorial para a logística reversa de lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio, mercúrio e luz mista, previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS que estabelece a responsabilidade compartilhada pelos ciclos de vida dos produtos entre os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e poderes públicos, incluindo-se os resíduos que causem danos ao meio ambiente e à saúde pública – Lei 12.305/2010, artigos 31-36. Este acordo setorial, conforme previsto na legislação foi assinado entre o Ministério do Meio Ambiente – MMA e as entidades representativas deste setor produtivo.

A proposta deste acordo setorial tinha sido aprovada pelo Comitê Orientador para a Implantação da Logística Reversa – CORI em 01 de julho e ficaram disponíveis para consultas e contribuições públicas até a sua assinatura. Segundo o MMA, este acordo é um avanço significativo para o desenvolvimento sustentável do país, sendo a logística reversa uma ação que reflete uma mudança cultural importante quanto às responsabilidades, gestão e gerenciamento dos resíduos perigosos e/ou tecnológicos. É indispensável também a avaliação contínua dos mecanismos estabelecidos e a inserção de todos os segmentos participantes, inclusive a divulgação de informações e o estabelecimento de estruturas apropriadas para o desempenho adequado dos mecanismos estabelecidos. “Agora temos como desafio a capacidade de implantação do acordo, olhando para um país de dimensões continentais” afirmou a Ministra Izabella Teixeira.
O acordo atual que institucionalizou a responsabilidade compartilhada e definiu os responsáveis pela logística reversa das lâmpadas no território brasileiro tem validade de dois anos após os quais será avaliado e revisado, incorporando as adequações necessárias e a ampliação para todo o país. Os resíduos com valor econômico serão reciclados ou reutilizados pelas indústrias em seus ciclos produtivos ou outros ciclos em que tenham uma destinação ambientalmente adequada. As empresas participantes criarão uma ou mais entidades gestoras que administrará e implantará a logística reversa das lâmpadas, sendo os recursos financeiros do sistema financiados pelos fabricantes e importadores proporcionalmente aos seus mercados. As metas estruturantes e quantitativas estabelecidas serão implantadas progressivamente em cinco anos.
É fundamental que os consumidores fiscalizem e exijam aos revendedores a devolução de suas lâmpadas usadas ao adquirirem novos produtos, forçando a agilidade por parte dos signatários da implantação de um sistema eficiente de logística reversa para o destino ambiental adequado destes resíduos tecnológicos, prevenindo as contaminações e impactos decorrentes da má gestão e de irresponsabilidades permitidas ou não.
A proposta do acordo setorial disponibilizada para consulta pública pode ser acessada em: http://simat.mma.gov.br/acomweb/Media/Documentos/PropostadeAcordoSetorialdeLampadas.pdf
Estas são as empresas que assinaram o acordo setorial para a logística reversas de lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista:
– Alumbra Produtos Elétricos e Eletrônicos
– Brasilux Ind. Com. Imp. Exp. Ltda
– Bronzearte Ind. e Comércio Ltda
– Biosfera Importadora e Distribuição Ltda
– DMP Equipamentos Ltda
– Eletro Terrível Ltda
– Eletromatic Controle e Proteção Ltda
– Elgin S/A
– Foxlux
– Ideal Importação e Exportação Ltda
– Kian Importação Ltda
– LPS Distribuidora e Materiais Elétricos
– Lorenzetti Ind. Brasileiras Eletrometalurgicas
– Marschall Ind. Com. Imp. Exp. Ltda
– Melcor Distribuidora Ltda
– Multimercantes Ltda
– New Satélite Materiais Elétricos
– Panasonic Distribuidora do Brasil
– Paulista Business Imp. Exp. Ltda
– Remari Comércio Ltda.
– Spectrum Brands Brasil e Ind. e Comércio
– Rov Holding INC
– Associação Brasileira da Indústria de Iluminação
– GE Iluminação do Brasil Com. de Lâmpadas Ltda.
– Havells-Sylvania Brasil Iluminação Ltda.
– Osram do Brasil Ltda.
– Philips do Brasil Ltda.
– Ourolux
– Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação
– R&D Comércio e Importadores de Materiais Elétricos
– Confederação Nacional do Comércio
– Confederação Nacional da Indústria”

Por Antonio Silvio Hendges, para o EcoDebate

http://www.ecodebate.com.br/2014/12/09/assinado-acordo-setorial-para-a-logistica-reversa-de-lampadas/ 10/12/2014

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O que você precisa saber antes de reutilizar garrafas plásticas

Amanda L. ChanThe Huffington Post – 27/08/2014

 KatherineDavis/Creative Commons/Flickr

 Pergunta: se ela só contém água, qual é o problema se eu não lavar minha garrafinha de plástico? Resposta: se você tem uma garrafa que usa diariamente para tomar água, parabéns! Nós achamos ótimo que todos fiquem hidratados. Mas a questão é a seguinte: qual foi a última vez que você lavou essa garrafa d’água? Afinal, se você só a enche de água, ela não chega a ficar suja, certo? 

Não é bem assim, especialmente se você usa uma garrafinha descartável que não foi feita para ser usada mais de uma vez. Em um artigo publicado no periódico Practical Gastroenterology, especialistas observaram que os produtores de água comercialmente engarrafada não recomendam a reutilização das garrafas descartáveis. Isso porque “o desgaste cotidiano provocado pela reutilização e as lavagens repetidas podem levar àdeterioração física do plástico, com o surgimento de rachaduras e o afinamento visível do plástico. Bactérias podem alojar-se nas rachaduras, gerando riscos à saúde“, eles escreveram. Além disso, “a reutilização de garrafas plásticas pode levar à contaminação bacteriana a não ser que as garrafas sejam lavadas regularmente”, o que significa lavar com sabão suave, enxaguar bem (mas não com água muito quente) e certificar-se de que “não houve deterioração física antes de reutilizar a garrafa”. 

Mesmo as garrafas de água plásticas reutilizáveis podem encerrar riscos de contaminação bacteriana se você não as lavar ou se as reutilizar “apesar de sinais visuais de desgaste”, segundo o artigo. “As bactérias que podem alojar-se nos riscos e fendas representam um risco maior à saúde que a possibilidade de substâncias passarem do plástico para a água durante o uso diário.” 

E as garrafas de água podem servir de refúgio perfeito para as bactérias. Em um estudo de 2002, publicado no Canadian Journal of Public Health, pesquisadores da Universidade de Calgary testaram 76 amostras de água de garrafas de água de alunos do ensino básico; algumas delas eram reutilizadas durante meses a fio sem jamais serem lavadas. Descobriram que quase dois terços das amostras apresentavam níveis bacterianos que passavam dos padrões, possivelmente “graças ao efeito do recrescimento de bactérias em garrafas que permaneceram em temperatura ambiente por um período prolongado”. 

Os cientistas não examinaram a fonte exata da contaminação, mas “a fonte mais provável das bactérias entéricas encontradas nas garrafas de água dos alunos está nas mãos dos próprios alunos”, diz o estudo. “A lavagem inadequada de mãos após o uso do toalete pode resultar na presença de coliformes fecais nas salas de aula.” 

E as garrafas não lavadas funcionam como criadouro perfeito de bactérias, observaCathy Ryan, uma das responsáveis pelo estudo e professora de geociências na Universidade de Calgary. Ela disse ao HuffPost que “as bactérias crescem quando as condições corretas existem”, como umidade e a temperatura adequada. “Essas coisas estão presentes em garrafas não lavadas”, ela diz. 

Num ensaio mais casual (e sem revisão de pares), a emissora KLTV examinou níveis de bactérias em garrafas d’água usadas por uma semana sem serem lavadas. As culturas bacterianas foram tiradas do gargalo e boca das garrafas. Resultado: “Em todas as garrafas havia muitas bactérias do tipo que podem fazer você adoecer gravemente, quase como uma intoxicação alimentar“, disse à emissora o médico Richard Wallace, do Centro de Saúde da Universidade do Texas. “Podem provocar náuseas, vômito, diarreia. Basicamente o pior vômito de sua vida.” 

Você deve estar pensando: “Sem problemas, vou colocar minha garrafa d’água na máquina de lavar louça, e pronto”. Bem, “o impacto da lavagem manual ou não em água muito quente deve ser pequeno sobre a estrutura química da maioria dos plásticos que dizem ‘poder ser lavados na máquina’, mas as garrafinhas ditas descartáveis são feitas para ser usadas só uma vez e então descartadas, não reutilizadas”, diz o professor de farmacologia Scott Belcher, da Universidade de Cincinatti, que pesquisou a liberação de bisfenol A (BPA), que causa perturbação endócrina, de diferentes tipos de garrafas de água. “O aquecimento certamente vai elevar a migração de substâncias químicas do plástico”, ele diz. 

É claro que não estamos dizendo que você jamais deve reutilizar uma garrafa de água (afinal, só temos um planeta Terra e precisamos cuidar bem dele). Mas, observa Belcher, você pode pensar melhor sobre o tipo de garrafa de água que você compra e reutiliza. Ele recomenda garrafas de vidro com estruturas protetoras e garrafas de aço inoxidável. “Se você quiser uma garrafa de plástico, recomendo uma feita depolipropileno, geralmente um plástico branco”, ele disse ao HuffPost. “Essas são as garrafas de plástico não reativo do tipo que frequentemente usamos no laboratório.” Mas ele ressalva que não é possível saber que plastificadores ou outros aditivos podem ter sido usados no processo de manufatura. E, mesmo que você opte por uma garrafa de um desses tipos, lembre que ainda é importante mantê-la limpa para minimizar a contaminação bacteriana (lavando-a e deixando-a secar antes de reutilizá-la).

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/voce-precisa-saber-antes-reutilizar-sua-garrafa-plastica-798066.shtml?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_psustentavel -  31/08/14.